E quanto mais, ao olhá-los,
me apercebo de que estes braços
podiam desfazer os teus
num só gesto de desembaraço,
mais os prendo, mais me quedo,
mais me privo da libertação
de ver o teu mundo de rastos,
castelos caídos a meus pés,
por estes dedos asfixiados,
vencidos e gastos;
e a cada olhar, a cada prisão
a cada queda, a cada privação
arde mais no meu coração
a certeza de que um dia,
por capricho e sem magia,
morrerás às minhas mãos
e porás fim a esta agonia.

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