Espinhos são os passados
que nasceste em minha pele
como cravos em flor para morrer.

Vieste e foste
primavera de corvos,
salto no vazio para o fim tão certo,
ignorância a descoberto
na carne seca de lábios gastos.

Vieste e foste,
só assim,
mais nada.

Espero-te sem esperar –
linhas quebradas no adeus –
desfeita em todos os teus
que nunca teus farás.

Espinhos são os futuros
que em silêncio me pedes sem ti
como mortes a florescer.

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